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terça-feira, 25 de março de 2014

O Destino e os labirintos do tempo


Quando nos postamos em frente à grandes obras de artes como as grandes obras movimento cubista ou as do movimento surrealista, nos sentimos desorientados de inicio. Procuramos um fator, um único ponto naquele quadro que pode nos guiar em sua interpretação. 

Quando vemos uma animação clássica da Disney, como “Dumbo”  ou “Bambi” , somos remetidos de alguma maneira à nossa mais tenra infância, onde fomos acostumados a assistir a esses desenhos e aprendemos a ama-los de nossa própria maneira.

Em “Destino” curta metragem de animação idealizado por Salvador Dali e Walt Disney, A margem à interpretação de uma analise de obra surrealista se estende à animação. Com referencias à obras surrealistas, sejam ela do cinema (Um ciao andaluz) ou à obras do próprio Dali ,  a animação ganha uma força de interpretação que é de se espantar. Aos primeiros olhos uma simples história de amor. Bem mais a fundo, com mais da estética surrealista, os labirintos do tempo ganham forma. 


O curta foi idealizado em 1946, mas apenas em 2003 foi finalizado. Apenas 17 segundos ficaram prontos e foram vistos por Dali e Disney.  Ainda assim, o sentimento ao se ver “Destino” é de um completo se perder dentro de um achar-se  gigantesco, é um labirinto enigmático do tempo e de como ele age para pessoas, é ainda mais do que isso , um se achar em um amor impossível, um destino de duas pessoas que se encontram no meio da confusão do tempo .  Ao terminar, me questionei se deveria ir atrás de um porque do filme, uma analise. Pensei melhor e tive a certeza de que o melhor era deixar ele uma incógnita. Afinal, o que seria de Dali se toda sua misticidade se acabasse? 

Por Thiago Cunha

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