Quando nos postamos em frente à grandes obras de artes como as
grandes obras movimento cubista ou as do movimento surrealista, nos sentimos
desorientados de inicio. Procuramos um fator, um único ponto naquele quadro que
pode nos guiar em sua interpretação.
Quando vemos uma animação clássica da Disney, como “Dumbo” ou “Bambi” , somos remetidos de alguma maneira
à nossa mais tenra infância, onde fomos acostumados a assistir a esses desenhos
e aprendemos a ama-los de nossa própria maneira.
Em “Destino” curta metragem de animação idealizado por
Salvador Dali e Walt Disney, A margem à interpretação de uma analise de obra
surrealista se estende à animação. Com referencias à obras surrealistas, sejam
ela do cinema (Um ciao andaluz) ou à obras do próprio Dali , a animação ganha uma força de
interpretação que é de se espantar. Aos primeiros olhos uma simples história de
amor. Bem mais a fundo, com mais da estética surrealista, os labirintos do
tempo ganham forma.
O curta foi idealizado em 1946, mas apenas em 2003 foi
finalizado. Apenas 17 segundos ficaram prontos e foram vistos por Dali e
Disney. Ainda assim, o sentimento ao se
ver “Destino” é de um completo se perder dentro de um achar-se gigantesco, é um labirinto enigmático do tempo
e de como ele age para pessoas, é ainda mais do que isso , um se achar em um
amor impossível, um destino de duas pessoas que se encontram no meio da
confusão do tempo . Ao terminar, me
questionei se deveria ir atrás de um porque do filme, uma analise. Pensei
melhor e tive a certeza de que o melhor era deixar ele uma incógnita. Afinal, o
que seria de Dali se toda sua misticidade se acabasse?
Por Thiago Cunha

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