Tinha 14 anos quando minha prima - cujos gostos e estilos sempre foram minha referência do que era "cool" - me convidara para uma sessão de cinema na sala Paulo Emílio do CCSP. Eu morava no interior de São Paulo na época, numa cidadezinha de 30 mil habitantes chamada Piraju e, embora tivesse nascido na capital, cada saída com ela era uma descoberta dessa cidade de ninguém que esconde maravilhas. Como era de se esperar, aquela era minha primeira vez no Centro Cultural, o que, já de cara, me impressionou um bocado: na minha cidade não havia muitos espaços culturais, ainda mais "tããão legais" quanto aquele. Mal sabia o que íamos assistir, mas confiava o suficiente em seu gosto para já achar muito louco de antemão. Sabia que se tratava de uma mostra (confesso que na minha mente caipira, essa palavra nem fazia tanto sentido) chamada "Além Dogma" e que, segundo minha prima, eu PRE-CI-SA-VA assistir depois a um outro filme do diretor do filme em questão cuja protagonista era a Björk. Enfim, ingresso na mão, luzes se apagam, começou a sessão.
Até hoje não sei muito bem o que aconteceu naquela sala.
Por Karoline Mendes Ruiz
Nenhum comentário:
Postar um comentário