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sábado, 22 de março de 2014

Efêmera


Por Gian Gorostiaga Campos

Eu tento te alcançar
Eles dizem que eu não posso
Eu não ouço
Eu não ouço.

Finalmente adentro en ti
Que belas curvas, que belas linhas
Minhas mãos anseiam te tocar
Eu não aguento
Eu não aguento

Esse teu joguinho de luz e sombra
Me deixa louco
Você me ilumina alguns dias
Me deixa nas sombras nos outros.

Eu poderia ficar aqui durante horas
te admirando sem tocar-te.
Mas devo deixar-te
pois a próxima obra está me chamando


Não é uma questão pessoal
É apenas uma questão de arte.



Eu escrevi essa poesia ha alguns dias quando fiquei doente. Estava pensando em alguma experiência estética que tenha me emocionado para este trabalho. Lembrei de uma exposição no MASP onde eu vi uma obra de Claude Monet "A Canoa Sobre o Epte". Eu tinha visto essa imagem em um livro quando era criança. E na hora me emocionei muito por ter visto finalmente uma obra que eu já conhecia e achava muito bonita. Na minha cabeça de criança na época, pensava que as imagens que eu via nos livros nunca estariam na minha frente, tão perto que daria vontade de tocá-las.
Mesmo tendo uma plaquinha e um segurança que me dissessem que eu não poderia tocá-las. Admito. Eu toquei na obra e sai correndo.
Finalmente me senti como uma criança de novo.


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